o que e terapia emdr e para que serve
Nilda Carvalho

Nilda Carvalho

Psicóloga e Terapeuta de EMDR

O que é EMDR e para que serve?

A sigla EMDR significa: Eye Movement Desensitization and Reprocessing (Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares).

O EMDR é uma nova abordagem terapêutica que vem revolucionando o campo da psicologia.

Tem como foco principal o reestabelecimento da capacidade natural do sistema nervoso de reprocessar as vivências diárias.​

A técnica foi desenvolvida nos EUA pela psicóloga americana Dra Francise Shapiro no final dos anos 80.

Para que serve EMDR?

A terapia EMDR é indicada para quase todas as patologias emocionais, dentre elas:

  • Assaltos, sequestros, acidentes, mortes, estresse pós-traumático
  • Ataques de pânico e ansiedade
  • Medos e fobias de avião, elevador, dentista, agulhas, animais e etc
  • Dor crônica e doenças psicossomáticas, enxaquecas, doenças autoimunes
  • Dificuldade de relacionamento, ciúmes, culpa, tristeza, raiva, vergonha, timidez
  • Problemas relacionados ao desempenho sexual
  • Dor de membro fantasma, cheiros e gostos que não existem
  • Memórias perturbadoras
  • Pesadelos recorrentes
  • Bullying: humilhação, exclusão, difamação, desvalorização e agressão na infância que atrapalham o desempenho atual
  • Dificuldade de perder peso

Cabe ao profissional fazer uma análise de sua aplicabilidade, agende uma consulta.

Dentro do EMDR consideramos que, em condições normais, o cérebro seja capaz de processar todas as nossas experiências, nos mantendo num estado mental saudável.

Por outro lado, as pesquisas comprovam que diante de acontecimentos traumáticos como: assalto, sequestro, abuso sexual, perda de um familiar, experiências vivenciadas na infância que eliciaram sentimentos de desamparo, desamor, abandono, medo, bullying, situações de estresse prolongado — aqui podemos citar o estresse no trabalho, relações abusivas, catástrofes e várias outras que causam sofrimentos.

Diante de tais eventos, há um desequilíbrio no sistema nervoso causado por alterações nos neurotransmissores e adrenalina gerando uma falha na capacidade de reprocessamento do cérebro, fazendo com que a experiência traumática seja armazenada na mente com toda a carga perturbadora do momento.

Após a vivência, a pessoa será continuamente ativada pela lembrança, e como resultado destas constantes ativações surgem as patologias emocionais que vão desde um estado de estresse persistente caracterizado por irritabilidade, crenças limitantes, baixa estima, desequilíbrio emocional, até situações mais complexas como transtorno de pânico, fobias, dissociação, depressão, transtorno de ansiedade, dificuldades nos relacionamentos, dificuldades de aprendizado e outros.

Mesmo que a situação tenha acorrido num passado distante e que a pessoa acredita ter deixado para trás, os seus desdobramentos a acompanham ao longo da vida em forma de patologia ou sintomas, até que a experiência traumática seja tratada.

Como acontece essa ativação de reprocessamento das memórias?

Dentro do processo terapêutico utilizamos recursos que vão estimular o hemisfério cerebral direito (responsável pela razão) e o esquerdo (responsável pelas emoções), reprocessando a memória e mudando a percepção dela neuroquimicamente onde ela reside no cérebro.

Por meio desse reprocessamento ocorrerão mudanças na cognição, nos sentimentos e atitudes associados àquela experiência e surgirão novos comportamentos mais engrandecedores e saudáveis.

Reprocessar uma memória é eliminar os sentimentos, crenças, pensamentos e sensações corporais que estão ligados a ela. Este ato tem efeito libertador, é como tirar um fardo das costas, a vida fica mais leve e prazerosa!

De forma acelerada e adaptada, o EMDR “imita” o que acontece com o nosso cérebro durante o sono REM (Rapid Eye Movement, Movimento Rápido dos Olhos). Você já deve ter visto alguém dormindo e mesmo com as pálpebras fechadas, movimentar os olhos.

A movimentação dos olhos enquanto dormimos é reflexo da atividade de processamento que flui entre diferentes regiões do cérebro. É nesta fase que acontece a maioria dos nossos sonhos e são eles que processam as nossas experiências para que possamos viver da melhor forma o presente arquivando o passado.

Mas quando vivemos situações muito difíceis ou que excedem a nossa habilidade de lidar com a realidade, o cérebro é “bloqueado” e consequentemente não consegue processar toda a experiência vivida, e as lembranças que ficam do evento são arquivadas no nosso cérebro de forma mal-adaptativa.

Na terapia EMDR, um dos recursos que utilizamos para o reprocessamento das lembranças traumáticas é a estimulação bilateral dos olhos que consequentemente estimulará os hemisférios cerebrais.

É importante ressaltar que a terapia EMDR não se restringe à estimulação bilateral, sendo uma terapia completa, respeitando as características de cada pessoa e considerando sua história de vida, singularidades e recursos psicológicos, familiares e sociais disponíveis para o enfrentamento das memórias traumáticas.

Não deixe de buscar ajuda de um psicólogo.

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