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Dependência-emocional
Nilda Carvalho

Nilda Carvalho

Psicóloga e Terapeuta de EMDR
CRP - 112248

Dependência Emocional

Antes de falar sobre o assunto vou esclarecer a diferença entre os termos codependência e dependência emocional. Percebo que muitos se referem a eles como se tivessem o mesmo significado.

O indivíduo codependente é aquele que necessita manter pessoas dependentes dele. Usa a dependência emocional, psicológica, financeira, física, etc., do outro para se sentir importante, necessário e querido.
Manter pessoas dependentes torna-se sua fonte central de autoengrandecimento, um falso impulsionador da autoestima.

Este movimento passa a ser extremamente penoso, pois o indivíduo codependente precisa estar em constante esforço para manter a dependência do outro.

O seu foco está sempre fora de si, retardando o seu desenvolvimento, além disso, corrobora e facilita comportamentos impróprios de terceiros.

Já o dependente emocional ou dependente afetivo, desordem que se caracteriza pela dependência excessiva do outro, não suporta a ideia de ser abandonado, por isso nunca se coloca como prioridade nas relações, vive numa incansável busca por aprovação, passa por cima dos próprios sentimentos para agradar o outro e receber reconhecimento, atenção e afeto.

Os dependentes emocionais estão acostumados desde muito cedo a servir.

A origem da dependência afetiva está na infância, período da vida em que o indivíduo não tem condições de avaliar o contexto e percebe as atitudes dos adultos como responsabilidade sua.

A criança busca afeto e atenção e por algum motivo seus pais não têm condições de proporcionar isso a ela. O infante acredita que a indisponibilidade do adulto é responsabilidade sua, dando origem a crenças: “não sou bom o suficiente”, “preciso me esforçar mais para o papai/mamãe gostar de mim”, “preciso ser bonzinho”, “não posso dar trabalho, tenho que ficar quietinho”, etc. 

Acontecimentos da infância que podem provocar sentimentos de desamor:

• Pais que não se conectam com o filho;

• Pais indisponíveis emocional ou fisicamente;

• Pais com desajuste emocional, mental ou qualquer tipo de adoecimento;

• Pais com o hábito de desqualificar e criticar o filho;

• Brigas perto da criança;

• Falecimento;

• Abandono.

Diante de situações assim, para conseguir lidar com a dor da rejeição e o medo de ser abandonado, a criança cria um modus operandi que tem como eixo a crença de que precisa agradar para ser aceito e não ser abandonada.

Esta crença acompanha o indivíduo até a vida adulta e nesta fase este modo de operar se expande para outras relações.

Por que o adulto continua se comportando assim?

Para explicar a continuidade do modus operandi na vida adulta vou falar sobre os diferentes papeis internos que temos. Alguns autores os chamam de Estados de Ego, galera interna, personagens internos, partes do Eu, etc. Que fique claro que nada tem a ver com dupla personalidade ou personalidade dissociativa.

O importante é entendermos que estas partes são distintos modos de operar (comportamentos) e que estes se manifestam de acordo com as emoções, sentimentos, pessoas que relacionamos e situações externas que vivenciamos, os quais atuam como gatilhos das partes internas.

Estas partes foram formadas a partir de experiências negativas que vivenciamos e que ficaram “arquivadas” em nosso cérebro de maneira disfuncional.

Se você observar irá perceber algumas “vozes” ou comportamentos diante de determinadas situações: Tem aquela voz que te chama de burro toda vez que erra. Tem o pessimista que te fala, “isto não vai dar certo”, te impedindo de agir. O crítico que coloca defeito em tudo e todos, nada está bom. As vezes que você se comportou como uma criança ou adolescente mesmo sendo um adulto. Tem também aquelas partes que te fazem agir como seus pais, mesmo quando o que mais quer é diferir deles.

Cada um de nós temos a nossa turma interna. Imagine-os dentro de um carro. Este carro simboliza a vida. Em cada vivência é uma persona desta galera interna que senta no “banco do motorista” e pega a direção.

Acredito que você já está identificando alguns de seus papéis e pensando: “Poxa! naquele momento foi um raivoso que pegou a direção e me causou tantos problemas. Como faço para controlar esta turma aqui dentro?”

Alguns papeis identificamos com facilidade e até conseguimos colocá-los no banco detrás, outros precisamos prestar muita atenção e fazer terapia para entender o que está acontecendo conosco e ensinar esta turma a viver em harmonia.

Tomar consciência dos nossos papeis é o primeiro passo para entendermos o porquê que temos determinados comportamentos. Decidir quem deve ser o “motorista”, aquele que tomará a direção de sua vida é importantíssimo, assim como fortalecê-lo para não ser expulso do “banco do motorista” por outro papel mais forte.

Como dito, cada um tem seus papéis internos, mas existe um que é comum a todos nós. Todos temos a nossa criança interna e a trazemos para a vida adulta.

Você já deve ter presenciado um adulto com comportamentos infantil, pois é, agora você já sabe que naquele momento era a criança que estava na direção. Alguns devem estar pensando: a minha criança anda dirigindo a minha vida com frequencia.

A nossa criança interna é muito atuante em nossa vida, seja na criatividade, leveza, nos momentos de descontração, o problema está quando ela invade a direção nos momentos que só o adulto pode atuar.

No caso da dependência emocional, aquela criança que em algum momento não se sentiu amada como gostaria e aprendeu que precisaria se esforçar muito para agradar e ser reconhecida, invade o “banco do motorista” nas relações do adulto, em busca daquilo que não recebeu na infância. É como se o adulto enxergasse pelos olhos da criança.

Na vida adulta o pedido de aprovação é também direcionado ao parceiro afetivo, chefe, professores, amigos e familiares.

Os dependentes emocionais são presas fáceis para os narcisistas e fatalmente entrará em relacionamentos abusivos. E mesmo quando não se relacionam com narcisistas, entram nas relações passando a mensagem que está ali para servir, o que fará com que o abuso aconteça.

Este adulto vai continuar operando assim enquanto não curar as feridas da criança interna para que essa parte infantil deixe de assumir a direção em busca de afeto e reconhecimento.

Como é possível curar as feridas do eu infantil?

No processo psicoterapêutico, a parte adulta, que possue recursos emocionais, entrará em contato com aqueles momentos de sua infância que faltou afeto, reconhecimento e validação, fará conexão com sua parte infantil através do reprocessamento e ressignificação destas lembranças.

Neste processo a parte infantil entenderá que está sendo vista e cuidada pela parte adulta e deixará de invadir a direção para implorar por afeto nas relações do adulto.

Quando o adulto reconhece a parte infantil dentro de si, inicia-se o processo de cura e libertação emocional.

Terapia EMDR: reprocessamento das lembranças traumáticas por meio da estimulação cerebral.

O propósito do meu trabalho, utilizando a abordagem EMDR, é liberar o paciente do seu passado para um presente mais saudável e produtivo


Cuide-se, invista em você!

Nilda Carvalho

Nilda Carvalho

Psicóloga e Terapeuta de EMDR
CRP - 112248

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